Penso que existe uma relação entre a poesia e código fonte que ambas são vista e lidas, buscando através de inúmeras estratégias uma interface limpa e agradável que destaque a beleza dos textos e não das imagens.
De acordo David Daniels, precisamos ver a poesia de dois modos: o significado dos signos lingüísticos de que cada poema é constituído, e pelo rápido olhar as formas que a sua obra nos oferece em cada poema. Ou seja, um olhar para a palavra e outro para a imagem que se forma com e por meio delas. O agradável da leitura está nas descobertas: a da forma e a do conteúdo. No primeiro olhar, vemos imagens. No segundo, imagens que se formam de letras. Um terceiro olhar mais atento nos oferece letras em agrupamentos que nem sempre formam palavras.
A leitura nos traz o significado das palavras. Palavras e imagens dizem a mesma coisa? Não. A riqueza de significados das palavras é complementada pelas imagens.Não é somente a forma que encanta o leitor quando vê a poesia de David Daniels. O terceiro olhar, que é o da procura de significados, e ele é também surpreendente, oferece a leitura das primeiras palavras que já nos seduzem a continuar a leitura.
E o código fonte como torná-lo agradável para programador(“poeta”) e leitor, eis a pergunta!!! Não procuro a chamada “Bala de Prata” do desenvolvimento de software, estaria sendo Dom Quixote embriagado com loucura do contidiano, meus questionamentos são para revelar beleza do código.
O Código fonte para ser belo precisa encantar, o código implementado me faça me sentir bem com código, isso se dá pelo nível de simplicidade e clareza do código.
Pois bem devaneadores do mundo, deixo aqui meus questionamentos e afirmações para reflexão. Um definição interessante que encontrei na Tia Net sobre poesia é do poeta Garcia Lorca, “Todas as coisas têm seu mistério, e a poesia é o mistério que todas as coisas têm”.
Referências:
Link:
http://www.arteonline.arq.br/museu/ensaios/ensaiosantigos/jlantonio1.htm